quarta-feira, 16 de maio de 2012

P103 Os patriotas de aluguel

O proprietário manda, seus empregados trabalham...
O senador Fernando Collor de Mello interpretou nos últimos dias a figura do impoluto cavaleiro de capa e espada que surge para salvar a jovem república ameaçada. O mesmo homem que saiu da presidência expulso pelas piores mazelas morais, hoje faz o papel de dedicado defensor da moralidade, já que o antigo ocupante do cargo, Demóstenes Torres, caiu desmascarado e pego em flagrante como intermediário de um contraventor em ocupação integral e defensor da moralidade nas horas vagas.
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Defendendo a convocação de Roberto Civita e seu jornalista Policarpo Júnior, que interpretavam respectivamente os papeis um de editor chefe do contraventor e outro o de pombo correio dos dois, o senador quer que acreditem que ele tem algum embasamento moral na sua pretensão, quando na verdade é a única forma de se vingar da Editora Abril, já que desde que recebeu dela o empurrão final quando estava por um fio na presidência jamais conseguiu com suas pequenas empresas de notícias dar-lhe um arranhão que fosse. Mas o senador e a Editora Abril já foram muito bons amigos no passado. Senão vejamos algumas imagens antigas.  
Em 1989, favorecido pelos laços com a Editora Abril que ridicularizava seus oponentes e enaltecia o senador como herói da moral, a revista Veja o colocava na capa como o caçador de marajás. Graças aos milhões de leitores da revista que até hoje não aprenderam a ler nas entrelinhas, Collor terminou eleito e com sua infame República de Alagoas fez tamanho estrago na moral republicana que a revista que o protegia tanto precisou de alguém para pintá-lo das piores cores possíveis. Não era por patriotismo. A Editora Abril apenas pensava nos negócios das privatizações desde a eleição de Collor.
E em 1992 esse alguém foi Pedro Collor, que preterido em negócios da república de Alagoas com sede na casa da Dinda, famosa na época ironicamente pela sua cachoeira artificial, decidiu denunciar tudo o que sabia de errado na presidência, sob as vistas do então presidente Collor. Conseguiu assim a revista Veja na época o que pretendia conseguir nos dias de hoje com Demóstenes Torres, já que a revista denunciava através dele somente nomes no índex de inimigos dela sem nem de leve tocar nos assuntos da construtora Delta, de propriedade do contraventor e que abastecia seu editor chefe Roberto Civita com todas as informações que ele precisava para atingir seus desafetos políticos e porventura comerciais. 
Hoje, enquanto os brasileiros olham entre estarrecidos e sem saber o que fazer, revistas concorrentes da Editora Abril se dividem entre a crítica ferrenha a tudo o que ela representa e entre a defesa das atitudes que seu editor chefe e seu jornalista tomaram de serem informados de tudo o que ocorria de errado dentro do governo sem terem feito uma denúncia que fosse. Ao mesmo tempo auferindo lucros, foram assim indiretamente financiados pelos crimes do contraventor e agora posam de "heróis do jornalismo investigativo". E são defendidos pelas outras casas editoras que tem nas costas os mesmos tipos de cumplicidade em crimes assim. Ou como falam nas redações, me ajuda que eu te ajudo. Como dizia Millôr Fernandes, a imprensa brasileira sempre foi canalha. Mas gosta de posar de virgem impoluta.
Para piorar o quadro de corrupção, com as denúncias de que o procurador geral nada fez para impedir os crimes de Carlinhos Cachoeira em 2009, ele, três anos depois surge com a desbotada explicação de que nada fez para que o contraventor prosseguindo em seus crimes de corrupção durante todo esse tempo fosse "envolvido de forma irreversível pelas investigações". Qualquer pessoa pode se perguntar o que teria feito o procurador se entre as denúncias levadas a ele constasse de forma clara e inequívoca uma trama de Carlinhos Cachoeira para sequestrá-lo, por exemplo. Teria ficado ele em silêncio esperando o crime ser cometido, para depois dizer que isso era "para não atrapalhar as investigações"?
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Fica cada vez mais triste comparar as grandes comissões de inquérito do Congresso americano em casos que eletrizaram a opinião pública mundial, que pôde acompanhar em audiências públicas desde os episódios da Guerra do Vietnã até o caso Watergate. Tudo o que interessava ao bem da nação americana era público e sabido.
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Aqui no Brasil, em seu minúsculo congresso, minúsculo em coragem e decência, tudo é passado em conchavos numa audiência secreta, tudo se ajeita num governo de compadres e comadres no poder. Nada de novo, visto que foi exatamente a confidencialidade dos gastos das obras da Copa do Mundo que renderam centenas de milhões de reais para as empresas de Carlinhos Cachoeira. Se as obras em que ele entrou, tem gastos secretos, porque a audiência em que seu nome é citado não deveria ser secreta?
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Carlinhos Cachoeira emerge assim como o maior proprietário da coisa pública no Brasil e como proprietário, quando ele manda, seus empregados trabalham, tanto no congresso como nas redações de jornais. 
O certo é que nesta república de muitos "patriotas" de um lado e do outro de muitos idiotas que ainda não aprenderam a ler uma revista nas entrelinhas, prossegue tranquilo, apesar dos percalços, o contraventor Carlinhos Cachoeira, que vê de dentro de sua cela uma CPI que investiga crimes em salas fechadas de onde pouco se sabe o que acontece, senadores que ostentando poder sobre o cidadão comum não tem coragem de intimar governadores acusados, recebem de seus pares arquivos apagados ou sem ordem nenhuma, com o que as investigações andam em círculos, enquanto repórteres correm para todos os lados sem nada saberem.
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Longe desses "patriotas" de aluguel, longe dessa patriotada toda, sozinho em sua cela, certo de seu dinheiro está seguro, o contraventor Carlinhos Cachoeira deve rir de tudo isso. Deve rir de saber que sim, dá ordens a esses "patriotas" mas nem mesmo ele esperava que fossem cumpri-las assim, com tanta obediência. Essa é a república dos "patriotas", onde manda o proprietário Carlinhos Cachoeira.
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terça-feira, 8 de maio de 2012

P102 O retrato da obra

Todos juntos no retrato...
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Seguem juntos todos os membros do governo fazendo a obra de destruição do Brasil. Apesar do ufanismo oficial e de setores da mídia mergulhados em favores para políticos, o quadro que se percebe é outro. Desde a presidente Dilma que em triste retrato dessa política de compadres e comadres serve somente à dilapidação das riquezas nacionais em favor de uma oligarquia política até o atual partido mandante, assumidamente ex-pretenso reformador político e que veio a se tornar um dos filhos mais diletos dessa oligarquia. 
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Obviamente, seguindo sua triste sina de fingir que faz alguma coisa em favor do Brasil, nossa imprensa divulga toda semana pesquisas de opinião pública que dão conta de altos índices de aprovação dos atuais governantes. Ninguém sabe quem é perguntado sobre isso e enquanto nas cidades alguns frequentadores de shopping centers e outros de redações de jornais respondem com louvores ao entreguismo dos governantes, ficam sem voz pessoas nos mais diferentes pontos do país. Vejamos o retrato em todos os pontos do país.  
Que opinião teria sobre a administração do governo um pequeno agricultor do Nordeste, vendo o deserto em que está transformada sua pequena gleba de terra, quando que sabe que piscinas de protegidos da política federal estão sempre cheias de água enquanto que ele e sua família nem tem água para tomar banho?
Pouco abaixo, em Brasília, na casa de leis que deveria defender essa gente desvalida, nesse prédio que hipocritamente chamam assim, onde senadores e deputados se veem enredados em acusações que vão de trabalho escravo até estelionato comum e onde sempre votam leis para se protegerem, dos flagrantes, um dos maiores propagandistas da moralidade pública cai sob a descoberta de que era apenas um intermediário de um dos maiores criminosos do país, que tem inúmeros negócios com o governo federal e com governos estaduais.
Descendo e seguindo um pouco mais abaixo, chegamos ao Rio de Janeiro e vemos uma das maiores cidades do Brasil mergulhada numa epidemia de dengue e numa guerra civil, a epidemia sufocada pela grande imprensa e a guerra civil transformada na coisa mais natural de se viver. Enquanto isso, essa imprensa dá mais destaque ao atraso das obras dos estádios para a Copa do Mundo, já superfaturadas e verdadeiro festival de corrupção.
Na mesma cidade uma das tropas mais bem treinadas do país, entra em combates que em nada diferem de uma guerra de verdade, A imprensa nacional procura sempre transformar tudo isso num cenário normal da vida nacional, Enquanto isso as mesmas tropas que torturam e fuzilam presos na frente de todos, agem tranquilas com o conhecimento da secretária de direitos humanos, que vocifera contra militares que atuaram há 40 anos, ignorando o que acontece nos dias de hoje bem perto dela. Há uma explicação. Os presos do morro não são recebidos em seu gabinete e a polícia carioca não paga indenizações. De tarde ela recebe um grupo de atores que protesta contra o trabalho escravo. A secretária dos direitos humanos apóia o pedido, mas não indicia nenhum dos políticos que estão envolvidos em denúncias de trabalho escravo e a poucos metros dela. Há outra explicação para isso. São políticos que dão apoio para os chefes da secretária.
Pouco abaixo em São Paulo, as notícias veiculadas pelas empresas de jornalismo concorrentes dão conta do envolvimento da revista Veja com o crime organizado sob o disfarce de jornalismo investigativo. A revista que se lambuzou na sua propaganda auto-proclamada desse jornalismo, nada mais fez esses anos todos do que se envolver com políticos criminosos e dele obter informaçãoes para unicamente denunciar seus desafetos e proteger seus amigos políticos. Seus editores que alardeavam independência apenas transcreviam os que altos membros do crime organizado queriam que ela escrevesse para atingir seus inimigos dentro e fora do governo. Não que seus donos não gostassem dos que foram denunciados, eles eram apenas concorrentes na busca de favores e lucros. A imprensa brasileira, canalha como dizia Millôr Fernandes tenta fazer de conta que está tudo bem.
Mais alguns milhares de quilômetros abaixo e no Rio Grande do Sul, pequenos agricultores veem suas terras em processo de desertificação numa das piores secas já vistas, enquanto que por lá também segue solta a farra dos estádios. Enquanto lamentam os prejuízos, os agricultores veem seus filhos expostos ao tráfico de drogas, que trabalha beneficiado pelas leis federais que permitem inúmeras brechas à sua ação sob o disfarce de visal penal progressista. Trabalhadores e agricultores assim ou caem sob as armas dos traficantes ou sob os impostos do governo.
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Alheios a tudo isso e visando unicamente a formação de fortunas pessoais com cargos políticos, em todos os comitês eleitorais do país milhares de candidatos a assaltantes do dinheiro público disfarçados de administradores, se reunem para ver quem consegue eleger o maior número de comparsas para poder formar assim quadrilhas em cargos políticos e ver quem consegue formar a maior fortuna pessoal. Aliados de última hora, tentam de todas as formas pegar carona em meliantes mais conhecidos para conseguir mais votos.
Rindo de tudo isso, um dos maiores bandidos do Brasil, confortavelmente aninhado dentro de uma carceragem da polícia federal, cumpre a rotina conhecida desses tipo, entra na prisão, sai da prisão, mas sua fortuna milionária está garantida pelo envolvimento com membros dos governos municipais, estaduais e federais. Com grande parte de seus cúmplices enfiados dentro do congresso e das redações dos jornais, ele sabe que a prisão é só um percalço temporário, uma formalidade para satisfazer a opinião pública e logo estará de volta contando seus lucros e fechando novos negócios, senão com empresas antigas, agora com empresas novas para disfarçar.
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Esse é o miserável retrato criado pelos membros do estado democrático de direito dessa nação que um dia sonhou em ser grande.
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domingo, 15 de abril de 2012

P101 No final do mês

Sempre no final...
Depois do incêndio que atingiu o prédio público de serviços ambientais de Porto Alegre, os funcionários se recusam a voltar ao trabalho alegando a insegurança a que estão expostos. Alegam também que praticamente não contam com dispositivos de segurança no prédio. Como mais de 700 pessoas ficam no prédio durante o serviço, os funcionários decidiram ficar do lado de fora, já que perceberam que o retorno das autoridades responsáveis é parco e lerdo, quando não ausente, já que na tradição política brasileira, os dirigentes trabalham em sedes amplas, luxuosas e bem servidas, enquanto os funcionários se esfalfam em salas precárias e mal servidas.
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Para a população largada em salas de espera em pior estado, a situação é ainda mais difícil.
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O secretário de meio ambiente gaúcho ja informou que está procurando um novo edifício para alojar esses funcionários. Entrevistados pelos jornais, os funcionários informaram também que o prédio público comprado em 1960 não possui alvará de habitação e nem plano de prevenção a incêndios, mas o secretário já informou que a procuradoria gaúcha está regularizando a situação. O secretário só não informa se isso vem sendo feito desde 1960.
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Também informou que até o fim do mês um novo sistema de controle permitirá saber a real situação dos milhares de prédios públicos alugados pelo governo gaúcho, que hoje conta com um precário e desatualizado sistema de acompanhamento.
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Essa é mais uma das tradições políticas brasileiras. Sempre que são entrevistas sobre uma irregularidade ou problema, os secretários, chefes ou governadores responsáveis sempre terminam uma declaração dizendo que "até o fim do mês, um novo sistema será implantado para...".
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E lá vem, como há mais de um século, sempre o novo sistema "no fim do mês" para acompanhar obras com irregularidades, para acompanhar as obras da Copa do Mundo cheias de denúncias, para melhorar as obras dos aeroportos cheios de problemas, para sanear os problemas de algum hospital cheio de pacientes mortos, para acompanhar melhor as planilhas de custos para impedir desvios de dinheiro público.
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No fim do mês o que vem sempre é o polpudo salário dos dirigentes políticos brasileiros.
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sábado, 7 de abril de 2012

P100 O templo e o bordel

Uma diferença considerável...
Na Roma antiga, as virgens vestais eram castas e puras, pois assim exigia seu sacerdócio
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As virgens vestais, cujo sacerdócio era exercido nos templos da deusa Vesta na Roma antiga, tinham por obrigação dos seus votos à sua religião, serem puras, castas e terem ao longo de toda sua vida um comportamento exemplar, sendo que além da castidade, a elevação moral que delas era exigida era fielmente mantida por toda a vida. A determinação para uma vida de correção e decência eram os requisitos indispensáveis para ingressarem no templo. Seus votos de pureza e moralidade eram o ápice de uma opção de vida.
Iluminado como um templo, na verdade o templo da prostituição política e do banditismo oficial
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Nos dias de hoje, fazendo uma comparação com as antigas virgens vestais dos tempos passados com suas qualidades morais, as pessoas que hoje tenham a intenção de ingressar na vida política brasileira, tem que ter a disposição ou melhor a inclinação nata para o banditismo, para o crime, para fraudes, enfim para a prostituição política mais baixa.
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Esses são os requisitos indispensáveis para o político brasileiro de hoje, tanto para o que pretenda ingressar na vida política ou já esteja nela. Aliás, para se manter nela, é só através de crimes e fraudes que eles se mantém no cargo.
Prostituta num bordel. Ao menos ela entrou nessa vida sem discursos de defesa da moral
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A única diferença entre a vida política brasileira dos dias de hoje e a vida das prostitutas nos bordéis de qualquer lugar é que as prostitutas nunca fizeram discursos sobre defesa da moral e das virtudes cívicas, nunca subiram num palanque para falarem de honestidade e nunca discursaram de uma tribuna declarando-se puras e castas e nem mesmo escondem suas ligações com o crime organizado, como tentam fazer os políticos brasileiros.
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E além disso, as prostitutas podem ser acusadas de tudo, menos de roubar o dinheiro público.
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Como se vê, é uma diferença considerável a favor dos caráter das prostitutas e dos lugares onde elas trabalham , por piores que sejam.
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quinta-feira, 29 de março de 2012

P99 O povo continua lutando

Com seu forte rosto, o povo brasileiro luta contra a corrupção...
O povo brasileiro continua em pé, apesar dos murros que leva sem reagir devido à sua índole pacífica
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Continua a luta do povo brasileiro contra a corrupção. Apesar das recentes notícias da descoberta de mais um corrupto no congresso e que de antemão já se diz tranquilo quanto aos desdobramentos jurídicos, entenda-se aí impunidade, o povo brasileiro não desiste e com a espantosa resistência de sua face, força a corrupção a bater nele todos os dias, sem que ele caia.
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Talvez porque já tenham roubado até mesmo o lugar onde ele pudesse cair.
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Enquanto isso, o povo se considera feliz por ter o privilégio de votar em "eleições democráticas" onde invariavelmete reelege os velhos corruptos ou elege novos corruptos para continuar levando murros da corrupção e se diz feliz por viver num regime "democrático" comandado por oligarquias corruptas.
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Tem que apanhar mesmo.
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quinta-feira, 15 de março de 2012

P98 Bom tom e etiqueta nos assaltos

Sugestões de frases para anunciar uma ação...
Tem sido uma constante as queixas dos moradores de bairros nobres de São Paulo por causa de assaltos e arrastões promovidos por bandidos de alta classe, que é claro, deixaram de se interessar pela prática de assaltos em vielas e botecos onde no máximo conseguiam alguns trocados para pagar a refeição do dia, pelos assaltos aos ditos moradores dos bairros de gente rica, dos quais eles conseguem arrancar até mesmo relógios de 3 mil reais dos pulsos.
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Apesar da rudeza da observação, que tipo de idiota vai sair com um relógio de 3 mil reais no pulso? Só mesmo o idiota que pede para ser assaltado com esse chamariz à vista de todos. Nas delegacias, as queixas dos membros da classe rica e média alta, vítimas de assaltos tem sido uma repetição enfadonha. Melindrados pelo fato de terem sido obrigados a se despojarem dos seus bens e se deitarem no chão senão tomam um tiro e o que é pior, de bala comum e não de alguma marca européia famosa como Bulgari ou Pierre Cardin, que infelizmente ainda não fabricam munição de classe, tem eles expressado sua indignação pela impolidez dos assaltantes.
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Acostumados a maltratarem empregadas e motoristas com expressões rudes e ameaças de vínculo empregatício, ficam surpreendidos e magoados ao serem tratados da mesma forma e ainda por cima de cabeça baixa, frente ao irrespondível argumento bélico exibido pelos assaltantes, melhor dizendo, expropriadores, que incompreendidos em seu ingrato trabalho de tentativa de reequlíbrio das desigualdades sociais, são sempre mal falados pela imprensa, que os denigre de forma parcial, visto que a maioria dos jornalistas se constitue , não raras vezes, em serviçais da classe assaltada, melhor dizendo, expropriada.
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Vão aqui algumas sugestões para que os assaltantes comecem a anunciar suas abordagens com mais classe e elegância, com o mesmo palavreado que a classe rica está acostumada a ouvir de seus mordomos.
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Alteremos também os nomes como assaltos e arrastões, tão vulgares e desprovidos de charme para outras denominações que reflitam elegância e bom tom para a ocasião.
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Assalto passa a ser chamado de expropriação, como nos filmes políticos da década de 70, onde se romantizavam as ações da esquerda hoje no poder e arrastões passam a ser chamados de expropriações domiciliares, o que é, convenhamos, bem mais charmoso.
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1-Anúncio do assalto:
Senhores e senhoras, peço sua atenção por alguns instantes. Tendo em vista a grande concentração de ítens de joalheria e eletrônicos de última geração e de grande valor em posse das pessoas de fino trato aqui presentes neste restaurante da moda, pedimos que coloquem todos seus celulares, relógios caros, jóias de alto valor e também cartões de crédito e dinheiro em espécie na bolsa que nosso auxiliar estará passando entres vocês. Depois pedimos que se deitem para evitar o incômodo de receberem um disparo, que reitero, será feito somente em nossa legítima defesa. Nosso bando, perdoem-me, nosso grupo, agradece sua compreensão e contamos com sua presença na nossa próxima incursão. Após nossa saída pedimos que continuem suas refeições sem maiores problemas. Obrigado pela sua compreensão e pelos seus pertences.
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2-Expropriação do relógio de alto valor:
Prezado senhor, tendo em vista sua contumácia em carregar pelas ruas esse relógio de altíssimo valor, gesto temerário e desprovido de sentido, gentilmente lhe observo que neste momento sua pessoa está sob a ação de uma medida de coerção visando a expropriação desse bem. Solicito que o entregue para mim agora mesmo, senão serei obrigado a efetuar um disparo contra sua pessoa, para retirar o referido relógio do seu corpo inerte. Encare isto como medida puramente coercitiva sem nada de pessoal contra tão fina pessoa. Espero que não fique magoado com essa ação, que é em última análise, apenas uma expropriação necessária para reequilibrar ao menos em parte as graves distorções de distribuição de renda no nosso meio social. Agradeço pela sua presteza.
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3-Deitar alguma vítima mais renitente no chão:
Caro senhor, desculpe-me por esse golpe contundente na sua distinta cabeça. Solicitamos no início da expropriação e com toda gentileza que todos se deitassem no chão. No entanto, flagrei-o escondido atrás do vaso de flores e com o celular na mão de forma suspeitíssima. Sou obrigado a provocar esta contusão em sua cabeça com a coronha da pistola, pois sua atitude não me deixa outra alternativa. Além disso, esta açào é altamente pedagógica e instrutiva para os demais presentes, que à vista do sangue que pinga de sua nobre cabeça, tratarão de ser mais dóceis e mais rápidos na atitude de passarem seus bens sem nos criarem nenhum problema a mais. Conto com sua compreensão neste difícil momento e mais uma vez assevero que nada há de pessoal neste ato.
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4-Polida exigência de rapidez na entrega dos bens:
Reiteramos mais uma vez aos prezados frequentadores de tão fino estabelecimento, que sejam mais prestativos e mais rápidos na entrega de todos seus bens, como relógios, jóias, celulares, cartões de crédito e dinheiro e falando baixo. A demora na ação solicitada demandará mais tempo na expropriação dos bens, o que eleva em muito o risco de que os chamados agentes policiais, caso sejam alertados por algum observador externo, entrem no estabelecimento, com o que haverá um confronto bélico com intensa troca de tiros em todas as direções, com o que não poderemos de forma alguma garantir a segurança dos fregueses aqui presentes. Agradecemos se prestarem atenção neste detalhe e tornarem mais rápida a entrega dos bens, ação que visa preservar a nossa e a sua segurança.
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5-Saída do estabelecimento após a expropriação:
Agradecemos pela sua colaboração na entrega dos seus bens pessoais durante a expropriação. Realmente este é um estabelecimento requintado e que recebe somente pessoas de fino trato. Solicitamos para sua e nossa segurança que evitem chamar as forças policiais durante alguns minutos, enquanto empreendemos nossa saída sem maior alarde. Apesar da interrupção, poderão continuar a saborear sua comida e degustar seus vinhos finos, que tivemos o cuidado de deixar intactos sobre suas mesas. Esperamos reencontrá-los neste restaurante em outra ação ou em suas casas e apartamentos na nossa próxima expropriação domiciliar, já agendada para breve. Obrigado pela presteza e uma boa noite a todos.
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Assim todos serão felizes e os moradores dos bairros nobres não só de São Paulo como de outras metrópoles terão um tratamento mais digno durante as expropriações de alto padrão.
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domingo, 11 de março de 2012

P97 O bumerangue

É apenas questão de chance...
Para os soldados americanos, a guerra moderna é apenas um vídeogame, onde os inimigos são apenas imagens na tela.
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Em janeiro de 2012, soldados americanos protagonizaram uma cena que além de envergonhar qualquer combatente pelo mundo afora, deixou claro que as tropas da coalizão ocidental que hoje combatem no Afeganistão nem de longe tem o que se pode chamar de postura de combatentes. Urinando sobre os corpos de soldados talibans que haviam matado, deixaram claro que o pensamento dos soldados americanos de hoje é o mesmo de adolescentes jogando um vídeogame de guerra, onde os inimigos são apenas imagens na tela. Houve um tempo em que os soldados americanos tinham outra postura e talvez essa postura de combatente tenha sido exercida pela última vez na 2ª Guerra Mundial.
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O vídeo da cena filmada por eles mesmos foi divulgado na Internet e acima de tudo exaustivamente exibido pelos grupos radicais islâmicos, que a cada ato desses cometidos pelos soldados americanos, ficam com mais argumentos para qualquer pregação anti-ocidental e mais simpatia e adeptos conquistam em muitas regiões do Oriente Médio. Manifestações aconteceram em todos os países nítidamente anti-ocidentais e anti-israelenses, já que desde 1948 Israel barbariza toda a região com o poder militar que os americanos lhes dão. Por si mesmo, esse pequeno país não tem força militar nenhuma.
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Continuando com seus atos mais de loucura do que de provocação de um grupo inimigo, em fevereiro os americanos queimaram milhares de exemplares do Alcorão, o livro sagrado dos islâmicos, ação que também foi intensamente aproveitada pelos radicais islâmicos e nas manifestações que se seguiram mais de 20 civis afegãos terminaram mortos nos tumultos ocorridos com policiais afegãos e soldados americanos.

Soldados talibans a pé com sapatos comuns, mal equipados, mal alimentados, usando armas do tempo da União Soviética e inflingindo baixas enormes contra os soldados americanos, que bem equipados, bem armados e com vasta rede de transporte e comunicações, estão mais na defensiva do que na ofensiva
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Na verdade, fazendo a comparação entre os soldados talibans pobres e famélicos e os soldados americanos ou mesmo ocidentais bem armados, bem alimentados e apoiados por vasta rede de transportes, apoio aéreo e de artilharia, vigilância por satélites e há 11 anos sem conseguir dobrar a vontade de combater dos talibans e tendo presenciado a quase morte do movimento depois dos milhares de toneladas de bombas jogados no Afeganistão em 2001, a pretexto de vingar o ataque às Torres Gêmeas, cuja culpa o governo americano colocou nos afegãos, os americanos assistiram estarrecidos nos últimos cinco anos ao ressurgimento do movimento com atentados, ataques e emboscadas que custaram muito caro aos soldados americanos. Tornam-se simplesmente incapazes de explicar tamanha capacidade de combate de soldados esfarrapados contra soldados que tem até mesmo câmeras de vídeo em seus capacetes e não conseguem dobrar a resistência do inimigo. No mínimo vergonhoso.
Ódio aos ocidentais e ao Ocidente em si, acabando com qualquer chance de diálogo, foi tudo o que os americanos conseguiram fazer com essa guerra
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Para piorar, neste mês um soldado americano saiu de sua fortificação e fuzilou mais de 17 civis em aparente estado de loucura, o que só piora a cada dia a situação, enquanto a data limite de retirada dos soldados ocidentais se aproxima.
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Lembrando dos tempos em que os ingleses foram massacrados no Afeganistão em 1842, quando apenas um sobrevivente retornou de uma coluna de mais de 15.000 soldados, ao que tudo indica nos tempos modernos o modo e a ferocidade do combate dos afegãos, seja naquele século como nos dias de hoje não mudou. O que salva os ocidentais de uma derrota total é apenas a capacidade de se defenderem em posições estáticas enquanto contam com apoio aéreo contínuo e mesmo assim sofrendo baixas pesadas, como a da unidade de elite Seal americana, que em combate com um grupo de talibans, teve mais de 20 soldados mortos e um helicóptero pesado derrubado simplesmente caindo numa armadilha de um grupo taliban, como sempre pequeno, equipado com armas leves, mal vestido e mal alimentado, mas com uma capacidade suicida de combate.
Russos hoje dão o troco da ajuda que os americanos deram aos combatentes afegãos durante a década de 80, quando então os americanos os chamava de "combatentes da liberdade"
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Depois de sangrarem por 11 anos com as mesmas baixas no Afeganistão de 1979 a 1989, os russos hoje deixam que armas leves como fuzis e foguetes anti-tanque e anti-aéreo como o RPG-7 cheguem às mãos dos talibans. São apenas negócios de "empreendedores" que botaram as mãos em incontáveis estoques de armas russas dos tempos da União Soviética, mas que servem de troco pelas baixas que os russos sofreram quando os talibans tinham todo o apoio recebendo armas americanas e acima de tudo recebendo o míssil anti-aéreo Stinger, que derrubou dezenas de helicópteros soviéticos, a tal ponto que suas incursões aéreas começaram a ser feitas em grande parte à noite. Naquele tempo nem eram talibans, eram mujahedins, que lutavam contra tropas soviéticas e eram saudados pela mídia ocidental como "combatentes da liberdade". Hoje essa mesma mídia os chama de "terroristas". Já o soldado que fuzilou 17 civis foi descrito apenas como "um soldado em crise nervosa".
Militarmente superiores e no entanto acuados por um grupo de insurgentes que não pára de crescer, estimulado pela reação contra os ocidentais
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Hoje o soldado ocidental, a despeito da enorme bagagem do que deveria ser um comportamento civilizado que deveria se refletir nas frentes de combate, apesar da ferocidade e selvageria do combate em si, onde o instinto de sobrevivência rebaixa qualquer comportamento humano a uma luta animal, deixa muito a desejar até mesmo ao comportamento das tropas do Império Romano, que por onde passou, a despeito dos combates, conseguiu instilar nos povos vencidos toda a cultura que trazia consigo. Com o tempo, povos vencidos tornaram-se seguidores e admiradores dos romanos. Comandantes e soldados da época se aposentavam longe de Roma, tornando-se assim moradores das províncias conquistadas e ao mesmo tempo difundindo o conhecimento e a cultura conseguidas pelos romanos. Mesmo o livro de memórias do imperador combatente Marco Aurélio foi escrito em frentes de luta no ano 170 A.C. e traz em suas reminiscências noções de valor e comportamento que certamente fazem falta ao soldado ocidental de hoje.
Soldados americanos ambarcam em um helicóptero de transporte. Decolagem e aterrisagem, os momentos em que estão sujeitos a receberem um foguete anti-aéreo
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Incapazes mesmo, talvez pela forma de vida moderna, de darem outro tratamento a seus adversários, notadamente a população civil, totalmente indefesa, os soldados ocidentais de hoje deixam qualquer possibilidade de um futuro entendimento entre Oriente e Ocidente longe de qualquer realização maior. Diferentemente dos soldados americanos aclamados enquanto passavam com seus comboios empurrando de volta os soldados nazistas para a Alemanha, os americanos de hoje são odiados, suas atitudes nada mais fazem do que aumentar as levas de simpatizantes e recrutas dos movimentos radicais islâmicos e depois dos atentados nos EUA e na Europa, aprenderam a viver com medo até dentro de seus países.
Tanques modernos dos anos 2000, custando milhões de dólares são destruídos por mísseis russos RPG-7 da década de 90, que custam entre 1.000 e 2.000 dólares. Tripulações de nível quase universitário terminam mortas ou aleijadas por soldados famélicos e quase analfabetos
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Os soldados ocidentais e notadamente os soldados americanos encontram-se hoje às voltas com o golpe mortal de um bumerangue que eles mesmos criaram para que os combatentes afegãos de 1979 pudessem combater os soviéticos. Deram-lhes modernos equipamentos bélicos, ensinaram táticas modernas de guerrilha, deram-lhes noções de defesa e contra-ataque anti-aéreo, ensinaram-nos a usar mísseis de última geração e acima de tudo, deram-lhes fundos, até hoje mantidos pelos afegãos, que além disso passam tudo o que aprenderam com eles e nos combates com os soviéticos para os recrutas que entram em serviço nos dias de hoje.
Talibans, famintos, mal armados e mortais. Fazendo a comparação das tropas na proporção de instrução, recursos e vontade, os bem armados soldados ocidentais estão levando uma surra
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O cenário de combates vai continuar assim até a retirada dos ocidentais previstas para 2014, enquanto que o movimento taliban considerado morto depois dos bombardeios de 2001, praticamente ressuscitou a partir de 2005 e desde então não parou de conseguir adeptos. A invasão americana em 2001, descrita pela mídia ocidental como pacificadora e civilizadora, conseguiu apenas fazer com que os ocidentais e por extensão o Ocidente fossem vistos pela maior parte da população exatamente como veem Israel, como inimigos de morte e inimigos a serem atacados até mesmo além de suas fronteiras.
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Os novos adeptos dos insurgentes talibans gostariam de viver em paz, mas percebem que basicamente só lhes restou a opção de retornarem aos tempos medievais com armas modernas, já que esta é a única forma de combaterem os soldados ocidentais, que com sua arrogância, desprezo e atrocidades contra os civis só conseguiram essa resposta. É o caso de se perguntar quem retornou primeiro aos tempos medievais.
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