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sábado, 22 de março de 2014

P111 Talvez a última chance

Pelo retorno dos militares...
Após meses sem escrever neste espaço, volto com algumas palavras.
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Depois de anos vendo o assalto de todo o tipo de bandidos, corruptos e traidores que se apossaram do governo do Brasil, gradualmente qualquer um desanima quando os vê em homenagens onde se auto elogiam e a eles são concedidos todos os elogios, qualificações como "estadistas e humanistas", onde recebem prêmios e atenções, dados por jornalistas e pseudo intelectuais, igualmente corruptos, oportunistas e vendidos. 
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Bem que os militares brasileiros diziam que não gostavam da imprensa do Brasil porque ela era exatamente isso, corrupta, oportunista e vendida.
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Foi e é sob o governo dos antigos esquerdistas que os militares qualificavam exatamente como bandidos, corruptos e traidores, chamando-os também de delatores, como de fato foram, alguns entregando aos militares depois de presos, os esconderijos onde se escondiam os esquerdistas de facções rivais. Hoje são cantados pela imprensa como "heróis da liberdade", "lutadores da democracia" e elogios do tipo, comprados ao peso de indenizações pagas a seus amigos e escolhidos para receberem prêmios em troca de traírem o povo brasileiro.
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Hoje em São Paulo, 22 de março de 2014, acontecerá uma marcha onde os cidadãos estarão pedindo a volta do regime militar. Demorou muito para que isto viesse a acontecer. O povo, primeiro iludido pela maciça propaganda dos esquerdistas, acenando-lhes com um mundo melhor, caiu facilmente acreditando em suas promessas. Pela sua ingenuidade e desconhecimento político, o povo brasileiro pode ser perdoado.
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Não podem e não serão perdoados todos os que trabalharam a favor desses traidores do povo e percebendo isso, se dedicaram nos últimos meses, já sabedores da marcha de hoje, a caluniar e enxovalhar os militares.
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Mas ninguém pense que fizeram isso de imediato, como poderiam ter feito em 1979, ao receberem a anistia, um gesto de graça dos militares que eles vieram a atraiçoar. Na época, de cabeça baixa saíram das prisões e seus amigos enfiados em redações foram lhes dando a aura de "heróis", pois já circulava pelo meio dessa gente que gordas indenizações seriam dadas aos que lhes fossem mais úteis, na medida em que fossem, ano a ano, sendo incensados pelos jornalistas e galgando postos legislativos, de onde poderiam aos poucos ir votando essas indenizações como lei. 
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Em momento algum se atreveram a olhar de frente para os militares de forma desafiadora. Esperaram até os anos 90, vendo progressivamente que boa parte dos militares que os haviam combatido ou saiam da ativa ou morriam e só aí se sentiam seguros, para com a petulância característica de quem sempre atacou por trás, acusarem os militares de serem torturadores.
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Aliás, esse era a marca registrada dos esquerdistas, Depois de terem entregado todos os colegas após uma prisão, saiam-se com essa estória, para salvarem a própria pele da primeira vez. Primeiro entregavam os amigos e diziam que tinham sido torturados, depois na frente do tribunal militar, diziam isso de novo e salvavam a própria pele mais uma vez, fazendo a pose de "coitadinhos". 
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Durante o período dos anos 90, eles mesmos e seus amigos jornalistas escreveram vários livros, omitindo e subvertendo completamente o que haviam feito. Como exemplo temos o relato de um dos executores do Tenente Alberto Mendes Júnior, que tendo se entregado para o terrorista Carlos Lamarca em troca da vida dos seus comandados que estavam feridos, foi depois executado a coronhadas, amarrado e amordaçado dentro de uma caverna na região de Registro, no interior paulista e sua morte foi primeiro considerada "justiçamento revolucionário", coisa que os jornalistas da década de 90 propagaram sem nenhum peso na consciência e em seu livro, o auxiliar de Lamarca disse que o tenente, mesmo amarrado e com armas apontadas para ele, os estava levando para a prisão. Na verdade executaram o tenente porque a região estava cercada por soldados do Exército e da Polícia Militar e receando que o tenente se libertasse e desse sua localização, o mataram a coronhadas porque sabiam que um disparo atrairia as atenções de todas as tropas em volta. A tudo isso, esses assassinos saudados como heróis relatam a estudantes que tem seus centros acadêmicos financiados pelo governo e são aplaudidos como "heróis revolucionários".
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A lista de atrocidades cometidas por essa gente é imensa e tudo o que vemos é uma delirante e farsesca "Comissão da Verdade" que tudo falseia, tudo oculta e propagandeia mentiras e depoimentos unilaterais dos mais absurdos, sem provas nem materiais e nem documentais.
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Cabe lembrar que a tal comissão se dedica a verificar violações dos direitos humanos de 1946 em diante, pois seria impossível verificar coisas como  o assassinato dos vigias de quartéis do Exército Brasileiro em 1935, que quando saíram do seu turno de guarda e foram dormir terminaram assassinados a punhaladas por seguidores de Luís Carlos Prestes, durante a Intentona Comunista de 1935, que falhou porque ninguém a seguiu. Luís carlos Prestes acreditava que o povo o seguiria e na verdade o povo lhe votou o mais profundo desprezo.
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Dentro da governo, os esquerdistas no poder de tudo fizeram para entregar a nação a estrangeiros. Mergulharam de cabeça na corrupção que sempre apontaram em seus opositores, vieram as privatizações onde poucos ganharam bilhões de reais entregando o patrimônio do povo brasileiro a estrangeiros, permitiram e incentivaram a devassidão propagada diariamente em novelas e programas de auditório do nível mais baixo, a perversãos dos costumes, o desfibramento moral da nação, a incitação e facilitação do uso de drogas, a destruição do sistema escolar, permitindo dentro das escolas o uso de álcool e drogas, tudo protegido pelo infame Estatuto da Criança e do Adolescente, enquanto sempre protegeram os menores enfiados em todo tipo de crimes, de assassinato a tráfico de drogas, tudo o que transformou o povo brasileiro numa massa amorfa, incapaz de raciocinar e ter uma visão crítica, que aí se tornou presa fácil dessa gente. Para fortalecer esse domínio, criaram o sistema de bolsas-qualquer-coisa, que mantém 40 milhões de brasileiros, reféns do governo. Em troca da marmita do dia, eles tem que votar no governo.
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Enquanto isso o governo financia através da Petrobrás, como foi noticiado, invasões dos Sem-Terra, invasões dos Sem-Teto, trabalha para promulgar leis onde proprietários que tenham suas propriedades invadidas passem a ser vistos não como vítimas, mas como acusados. E tudo isso em meio à verdadeira prostituição em que os esquerdistas transformaram o legislativo e o judiciário, hoje bons serviçais dessa gente, a quem servem em troca dos privilégios que recebem, desprezando assim do sofrimento do povo brasileiro, já que seus parentes e aliados estão todos no governo e seus cofres estão cheios de dinheiro.
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Para completar seu trabalho, os esquerdistas passaram a ajudar com dinheiro público todo tipo de ditaduras onde pudessem buscar apoio, tanto agora como depois, se as coisas não correrem como planejam. Enquanto que no Brasil de hoje os estados do Acre e Roraima estão praticamente perdidos, com suas estradas cortadas por uma inundação, Raúl Castro cumprimenta a presidente Dilma, agradecendo pelos bilhões de reais que recebe para a construção do Porto de Mariel em Cuba, que o governo brasileiro constrói para ele. Quanto ao programa Mais Médicos, é o maior esquema de lavagem de dinheiro onde os dirigentes de hoje depositam em cofres seguros todo o dinheiro que venham a precisar para qualquer fim que achem melhor, enquanto que vários médicos cubanos já fugiram para outros países.
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Frente a esse cenário desesperador, alinha-se uma oposição patética, sem pensamento, sem idéias, sem ação, que consegue apenas guaguejar clichês de uma moral que não possui e de uma decência que nunca teve. Uma oposição cujo único sentimento é o ressentimento de estar fora do gozo do roubo e saque do tesouro público e que por isso mesmo não consegue ser realmente oposição, pois não passa de um antigo cúmplice passado para trás.
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Assembléias legislativas, das municipais até as federais estão hoje chefiadas por quadrilhas, tanto de associados, como de familiares, que vivem do furto do dinheiro público. Hoje, para ingressar num partido político como candidato a qualquer cargo, é exigido do pretendente à vida política a total falta de escrúpulos e a capacidade de mentir e mentir sempre, de ser desonesto em qualquer situação. Essas são hoje as qualidades exigidas do político brasileiro. 
 
A lista de crimes cometida por essa gente é tal que seus colaboradores, cumplíces e dependentes como redações de jornais, padres simpatizantes da Pastoral do Menor, da Pastoral Carcerária e da OAB, historicamente apontadas como inimigas e protetoras dos inimigos do povo brasileiro pelos militares nada mais podem fazer do que senão mentir e mentir sempre para manter a mentira em pé.

Cabe lembrar que depois dos últimos e traumáticos assassinatos a sangue-frio perpetrados por menores, mesmo diante da revolta do povo brasileiro pedindo a redução da maioridade penal, padres, advogados e o infame grupo dos Direitos Humanos, criaram uma forte barreira contra esse direito do povo, ajudados pelos seus amigos jornalistas e colunistas, infiltrados em todas as redações de jornais.
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Depois de tudo isso, ao menos parece que a população se conscientiza. No final da marcha será entregue uma carta ao comandante do 2º Exército, onde deixam claro seu pedido para que os militares retornem.
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Já é alguma coisa, que talvez nos salve do destino que os militares impediram que o Brasil caísse em 31 de Março de 1964.
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Vellker  
    

quarta-feira, 6 de junho de 2012

P104 A lógica do poder

Uma lógica sempre perversa...
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Ao longo das últimas semanas, desenrolou-se uma série de acontecimentos que tem mostrado de forma inequívoca que toda a estrutura de poder no Brasil se orienta, é montada e vive por uma lógica perversa de dominação, disfarçada de "estado democrático de direito", nome apenas para uso de propaganda de todo esse sistema de poder, que pretende disfarçar assim vícios e prostituição política com o nome de "democracia".
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O termo da lógica perversa foi levado ao conhecimento dos brasileiros pela presidente Dilma, tentando fazer o papel de grande heroína da cena política ao anunciar a baixa dos juros por decreto e de forma política. Na verdade tenta junto com seu ministro da Fazenda, fazer frente à crise financeira que já se torna visível no horizonte, crise que é na verdade resultado do descalabro de corrupção, de vícios políticos seculares e do apoio do seu partido a toda essa deformidade política que hoje é chamada de "estado democrático de direito" para maior conveniência dos estelionatários políticos, presentes em todas as esferas do poder nacional.    
Isso não é exclusividade da atuação presidente Dilma nem de seu antecessor que vivia de falácias, nem de seu partido. Ela e ele são apenas outros membros que hoje no poder se dedicam a manter viva essa estrutura que lentamente devora a vida dos cidadãos brasileiros e que destrói aos poucos a própria nação brasileira.
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Essa lógica perversa foi zelosamente seguida pelos seus antecessores de outros partidos, que com discursos de "democracia" e "modernidade" ajudaram na construção de fortunas particulares, na ascensão do crime até mesmo dentro das esferas do legislativo e do judiciário, na entrega de riquezas nacionais a estrangeiros, resultando daí o surgimento de uma nova classe de banqueiros, antes funcionários graduados que redigiam as diretrizes das privatizações em anos recentes e que de um cargo público estratégico saltaram para a propriedade de bancos de negócios. Melhor dizento, assaltaram o patrimônio nacional, construído em décadas de trabalho duro e tudo sob as vistas complacentes do executivo, do legislativo e do judiciário, sempre sob o disfarce de "normalidade democrática" e "modernidade".   
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Hoje a nação brasileira vive esse drama de presenciar dia a dia a sua própria destruição sem poder se defender. Ao longo dos próximos textos será debatido esse estado de coisas, dessa lógica perversa do poder, inicialmente com um texto histórico, o Manifesto do Tenentes, que escrito em 1924, é um verdadeiro retrato das coisas que acontecem nos dias de hoje.
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Índice geral de textos

quinta-feira, 29 de março de 2012

P99 O povo continua lutando

Com seu forte rosto, o povo brasileiro luta contra a corrupção...
O povo brasileiro continua em pé, apesar dos murros que leva sem reagir devido à sua índole pacífica
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Continua a luta do povo brasileiro contra a corrupção. Apesar das recentes notícias da descoberta de mais um corrupto no congresso e que de antemão já se diz tranquilo quanto aos desdobramentos jurídicos, entenda-se aí impunidade, o povo brasileiro não desiste e com a espantosa resistência de sua face, força a corrupção a bater nele todos os dias, sem que ele caia.
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Talvez porque já tenham roubado até mesmo o lugar onde ele pudesse cair.
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Enquanto isso, o povo se considera feliz por ter o privilégio de votar em "eleições democráticas" onde invariavelmete reelege os velhos corruptos ou elege novos corruptos para continuar levando murros da corrupção e se diz feliz por viver num regime "democrático" comandado por oligarquias corruptas.
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Tem que apanhar mesmo.
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Vellker
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Índice geral de textos

sexta-feira, 8 de julho de 2011

P73 Em nome do povo, matam o povo

Tudo em nome do povo...que está no poder, é claro...
Após quase um mês sem colocar outro texto, devo dizer que estes períodos tem a finalidade única de constatar de forma inequívoca a atual degradação política a que estamos submetidos pela simples leitura das notícias apresentadas nos meios de comunicação nesse curto tempo passado. O termo atual aqui se refere aos últimos 20 anos, quando fomos envolvidos pelas promessas de partidos falando em renovação e moralização da vida nacional e desde então tudo o que vimos foi a desmoralização progressiva da nação e administrações seguidas que se pautam pelo exercício de um latrocínio puro e simples, a que a classe política brasileira chama de "democracia", enquanto que grupos de jornalistas subalternos a isso coroam com o nome de "cidadania".
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Qualquer observador atento ao que se passa na vida nacional em pouco menos de um mês vê uma profusão de notícias sobre corrupção e degradação social, que apenas precisa escolher quais dos fatos noticiados são mais dignos de nota para ter a mais absoluta convicção de que uma renovação radical na vida nacional é mais que urgente.
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Tudo é feito pelas autoridades em nome do povo, que dizem que é assistido pela constituição cidadã. Na verdade uma grande farsa política, essa constituição mostrada na foto por um dos mais incensados enganadores do povo brasileiro, o finado deputado Ulisses Guimarães, visou tão somente permitir que os três poderes do Brasil num momento único de transição de poder, ao invés de realmente protegerem o povo brasileiro, protegessem apenas as próprias ambições, criando uma falsa constituição que longe de defender o povo, defendeu apenas prerrogativas, privilégios e a impunidade total dos que a redigiram. Não é por acaso que a assembléia constituinte de 1988 é por alguns críticos chamada de "assembléia prostituinte" tamanho foi o balcão de negócios que se tornou e tudo "em nome do povo".
Isso foi em 1988. Durante 23 anos a nação tem suportado o assalto de dinastias políticas centenárias, obstinadas na corrupção, pois esse é seu único meio de vida, na verdade uma herança familiar.
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Nos dias de hoje, nesses poucos dias passados é possível escolher as incontáveis notícias que infelicitam a todos. Folheando os jornais do mês, só como exemplo vemos que quadrilhas dentro de prefeituras já são coisa comum. De cidades pequenas a cidades grandes de norte a sul, a Polícia Federal se desloca em seu já monótono trabalho de busca e captura dos elementos denunciados, sem nenhum entusiasmo pois sabe da impunidade que todos os acusados desfrutarão. Os acusados, que com igual ar de monotonia e tédio deixam-se prender, já aconselhados por advogados também moralmente comprometidos ou envolvidos nas denúncias, mostram a que ponto chegou a tomada dos meios de governo por bandidos diplomados. Tudo em "nome do povo".
O congresso nacional prossegue sem a menor vontade de mudar, mas sim de persistir no caminho que iniciou há duas décadas, de rapinagem da nação, de proteção de interesses pessoais e recrutamento de bandidos disfarçados de "representantes do povo", assistido por instituições e agremiações das mais diversas, que com discursos vazios e inúteis, procuram apenas tomar parte no assalto às riquezas da nação, com seus bacharéis mais graduados oferecendo seus serviços, pelos quais esperam o pagamento. Aliás, no Brasil moderno a graduação de um bacharel passou a equivaler a receber carteira para cometer assaltos com seus autores protegidos por prerrogativas.
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Entre a rápida e arriscada carreira do assaltante de bancos exposto a todos os perigos e a lenta mas segura carreira de rapinagem política e jurídica protegida por um diploma e por prerrogativas que garantem a impunidade vai uma grande diferença. A diferença de que o assaltante de bancos mostra notável coragem pessoal. É o que os distingue nos dias de hoje.

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Existem os idealistas, fiéis a seus juramentos à Justiça? Existem e alguns até mesmo pagam com a vida por essa coragem, tais como discípulos modernos de juristas que marcaram época na história do Brasil com sua honra, coragem e honestidade, mas só eles não serão suficientes para vencermos todas essas quadrilhas que não só infestam a vida nacional, como destroem a nação dia a dia com sua rapinagem.
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Protegidos por esses verdadeiros chefes de quadrilhas legislativas, hoje chamados de governantes, que nomeiam parentes e cúmplices em todos os níveis da administração pública, a seu serviço todo o tipo de marginais aliados ou úteis ao poder atacam o povo brasileiro em sua vida diária. Desde ladrões já conhecidos no dia a dia da administração pública tanto em nível federal como municipal, até membros da segurança pública como no mais recente e doloroso caso do
menino assassinado por policiais militares do Rio de Janeiro, cujo corpo tentaram ocultar e que hoje são obrigados a reencenar o crime, para uma mera satisfação da opinião pública. Fazem essas coisas porque sabem que no final, a impunidade assistirá a todos. Dependendo do clamor público, alguns companheiros de bando até podem ser sacrificados, mas em nível nacional, o verdadeiro poder político que a tudo isso assiste e protege, permanece intocado.
JustificarEnquanto isso, no plenário do que chamam de congresso nacional, a bandeira brasileira e as riquezas que mostra estampadas em suas cores permanece ainda prisioneira dessa quadrilha.
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Já é tempo do brasileiro comum entender que de forma alguma esse estado de coisas mudará por
si mesmo. Somente um gesto de ruptura radical, revolucionária mesmo, porá fim a esse estado de coisas e derrubará essas falsas instituições, resgatando essas cores para o verdadeiro lugar de honra e trabalho que merecem, junto com a nação brasileira e seu povo.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

P72 O fim de um ciclo

Uma mudança necessária...
Apesar dos tempos que vivemos, supostamente de democracia e cidadania, não poderia ser mais triste a visão que temos quando olhamos a sociedade brasileira como um todo nos dias de hoje. Fazemos parte dessa sociedade e estamos portanto expostos a tudo o que acontece em nosso meio. Como atores desse imenso drama social, nosso papel, examinado pelas demais nações do mundo e por nós mesmos tem sido vergonhoso, por culpa da estrutura política que existe no nosso país, que a tudo degenera e a todos oprime, em que pese a fingida democracia em que vivemos, que nada mais é do que a rapinagem política e social generalizada, onde cada cidadão está entregue à sua própria sorte e a nação, na verdade, sem rumo algum.
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Vive-se no Brasil oficial e propagandístico de uma mídia submissa a interesses políticos e econômicos, uma euforia localizada, em que uma pequena parte da população tem acesso a benefícios econômicos e a uma pequena ascensão social, benesses que vem mais da imensa capacidade de exportação de minérios provenientes da riqueza do nosso solo do que da capacidade propriamente dita de pesquisar, inovar e desenvolver técnicas e produtos que além de terem uma boa acolhida e procura por outros países, teriam como resultado final o contínuo desenvolvimento da possibilidade de não só manter mas aumentar a capacidade própria de criação e desenvolvimento intelectual e efetiva auto-segurança e predominância da nação no cenário mundial, caminho seguro para a sobrevivência de uma nação forte e realmente independente, como é mostrado pelo exemplo de outras nações mais desenvolvidas. Ao contrário disso, o Brasil de hoje mostra uma limitada capacidade de apenas repetir algumas poucas coisas do que já foi desenvolvido em outros países. O tão cantado progresso é sempre a eterna dependência de outras nações, sempre em posição de inferioridade e subordinação da vida nacional em todos os níveis.
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Beneficiando-se desse deplorável estado de coisas, um ínfima parcela da população, que são os membros mais altos dos três poderes, a tudo assiste sem nenhum desejo de mudança, que não seja a mistificação que se repete a cada quatro anos, chamada de eleições, que nada mais servem a não ser escolher entre oponentes de sempre ou aliados de última hora. Oponentes de sempre, longe de qualquer ideologia, querem apenas tomar todo o lucro desses estado de coisas para suas siglas partidárias e para si mesmos, discordando de qualquer partilha de lucros, advindo daí sua oposição a outros competidores. Aliados de última hora apenas acertaram repartir entre si e seus partidos os lucros bilionários que obtém nessa vida de parasitas políticos, que vivem às custas do trabalho do povo brasileiro e da venda das riquezas nacionais a estrangeiros.
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Sufocada nessa estrutura social criada para proteger e servir os mais ricos e mais bem situados nessa construção política e judiciária, batida em suas fictícias escolhas eleitorais onde palhaços e corruptos são eleitos, sufocada em seu trabalho diário e atemorizada pelas tristes perspectivas de um futuro sem recursos, à população nada mais resta fazer senão obedecer ao conjunto de leis injustas que esse grupo político cria para exploração dela e para seu benefício próprio.
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Como uma das últimas linhas de defesa, já em grande parte depauperadas por mais de 20 anos de sucateamento, as Forças Armadas, ainda com comandantes preocupados com os rumos atuais mas completamente isolados por uma mídia serviçal do poder, tentam de todas as formas reverter a situação enquanto assitem ao contínuo empobrecimento dos seus quartéis e percebem que suas forças de terra, mar e ar se tornam a cada dia menos capazes de defender o Brasil de qualquer eventualidade futura. Mesmo nos dias de hoje nem podemos dizer mais que nosso país tenha forças militares capazes de defendê-lo. A cada diretriz dos atuais governantes, estes, longe de cuidarem das nossas forças militares, tratam cada vez mais de caminharem um passo a mais no rumo para as tornarem forças subordinadas a interesses estrangeiros, como sempre foi comum em países mais pobres da América Latina, simplesmente porque isso serve a seus propósitos políticos..
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Nesse intolerável estado de coisas, é necessário que os cidadãos repensem a vida e suas posturas políticas, hoje na situação de falsos cidadãos de uma falsa democracia que apenas os vê apenas como pagadores de impostos para enriquecimento de corruptos e vendilhões da nação, meras máquinas de trabalho que possam render o máximo de lucros com o mínimo de conservação.
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Direitos são negados para os cidadãos e para a nação, deveres são esquecidos e mais privilégios são criados para os que se beneficiam de tudo isto que vemos e vivemos, mais que vivemos, na verdade sofremos.
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É tempo de em definitivo os cidadãos reverem sua postura de obediência a esse estado de coisas, que sendo útil apenas para uma classe de políticos e dirigentes corruptos, dia a dia leva a nação a um futuro onde esgotados o valor de seus recursos minerais, apenas pobreza e total submissão a estrangeiros será a ordem normal da vida dos filhos e herdeiros desse presente que vivemos, mas que ainda poderemos alterar de forma decisiva, pelo bem do Brasil e de nós mesmos, como coletividade humana que luta por um futuro melhor e uma nação, que com sua diginidade restabelecida, seja também verdadeiramente representativa no cenário mundial.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

P51 Castello Branco nos dias de hoje

Um homem que não devemos esquecer... A dois dias das eleições presidenciais de 3 de outubro, por força de certos acontecimentos recentes, ressurge a lembrança de um homem que não devemos esquecer. Os fatos nos fazem pensar na figura General Humberto de Alencar Castello Branco. Principal organizador da Revolução de 31 de março 1964, líder inconteste do movimento pela sua postura moral e reconhecidos serviços durante a 2a. Guerra Mundial em campanha com as tropas brasileiras na Itália, Castello Branco encarnou em sua pessoa uma aura de coragem física e moral que é praticamente inexistente nos líderes políticos de hoje, que se valem apenas de artifícios e negociatas.

Num cenário semelhante ao atual, onde tensões políticas assomavam de forma mais grave e com conflitos bem mais danosos, após o famoso discurso de João Goulart na Central do Brasil, ele viu que a única alternativa para o futuro do Brasil era deslanchar o movimento militar sem contemplações. Percebeu nas palavras de João Goulart a tentativa de se manter no poder às custas de dar a todos que poderiam apoiá-lo, as concessões que eram pedidas e que levariam o Brasil para o caos absoluto. O que parecia impossível para muitos aconteceu então em março de 1964. É uma lição que não devemos esquecer para os dias de hoje e para o futuro que vai se originar a partir das eleições no próximo dia 3. Apesar das sonoras declarações da imprensa e da classe política de que a democracia no Brasil está consolidada, devemos notar que essa democracia, hoje tão santificada pelos seus principais beneficiários, é apenas a convivência harmoniosa dos interesses políticos mais baixos, que são satisfeitos às custas do povo e da nação brasileira.
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De democracia mesmo, na verdadeira e mais elevada interpretação que podemos fazer desta palavra, temos apenas uma fachada, com o povo na verdade submetido a uma ditadura de interesses políticos e judiciários do mais baixo nível.
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Em cenário um pouco mais conturbado no passado, Castello Branco então levou à frente o movimento militar. Assim, nas ruas de Brasília, para a mais absoluta surprêsa de políticos que acreditavam que seu cassino de ambições duraria para sempre, tanques e tropas fechavam todas as entradas e saídas e o que parecia impossível, afinal, havia acontecido.
Da mesma forma nos dias presentes e a poucas horas das eleições, percebemos que a classe política , que afinal pôde reabrir seu cassino em 1985, continuou a viver como sempre lhe foi usual, ou seja, fazendo da política mais baixa e da corrupção em todos os níveis, uma tradição, sendo esses, a rigor, seus valores absolutos de vida política e pessoal.

No último debate dos candidatos à presidência, praticamente nenhum deles deixou claro que somente uma mudança radical de valores e posturas poderia pôr fim a tal estado de coisas. Uma mudança radical pressupõe uma verdadeira revolução e isso é coisa que mexe fundo com as instituições aqui no Brasil. Quando surgem as condições para que tal coisa aconteça, muitas vezes as mudanças vão além do pretendido, pois adquirem vida própria. Esse é o risco das revoluções, mas em todo caso um risco necessário.

Pessoalmente acredito que nenhum dos candidatos a presidente tem a intenção de mudar signficativamente qualquer estrutura política
no Brasil. Trata-se antes, para eles, de acomodar interesses próprios da melhor forma possível, dando lugar também a outros que tenham se tornado seus aliados, que no fundo apenas esperam uma eventual alternância das posições de poder. O partido que melhor conseguir dominar todas as posições administrativas é seguido pelos seus subordinados políticos, que se contentam em obedecer quem antes era seu rival. E no exercício de cargos concedidos sem o mínimo critério técnico ou moral, o partido que está no poder é imensamente auxiliado pelos seus aliados, que assim se preservam também, desfrutando os benefícios dessa associação.

Assim, no Brasil de hoje, a estrutura política e pior ainda, a própria política em si, que se pretende moderna pela voz de seus anunciantes oficiais, regrediu aos tempos em que era uma imensa organização empenhada em manter-se e manter os que a ajudam nesse fim e a combater ou cooptar seus adversários. Seria melhor nos perguntarmos quando ela foi diferente disso.

Uma organização política nos dias de hoje, representada na forma de um partido que se apresenta aos cidadãos de uma nação, pedindo sua adesão e colaboração na melhor acepção desses termos, é uma organização onde a ideologia é estruturada no sentido de dirigir a nação para o melhor futuro possível. E para esse melhor futuro possível, atitudes de coragem, honra e lealdade para o seu ideal de governo e mais ainda, para com o povo que representa e com sua nação, são levados a limites extremos.

Não é o que vemos nos partidos de hoje. Limitam-se os partidos maiores e donos das posições de comando a cobrar de seus aliados obediência enquanto lhes concedem cargos, com o que esses aliados conseguem mais benefícios para os que estão no poder. Esses benefícios nos dias de hoje se traduzem apenas em prestígio e lucro pessoais.

A verdadeira grandeza da nação, seu progresso e novas realizações que poderia alcançar com seu potencial físico e humano são simplesmente esquecidas. Tudo isso torna-se apenas uma dádiva da natureza, consequência do seu tamanho gigantesco, o que torna mais deplorável ainda a falta de consciência dos dirigentes políticos com os recursos que já são conhecidos e os que se descobrem a cada dia, colocados de imediato numa lista, não dos benefícios que poderão trazer para a nação, mas sim dos lucros que poderão render aos partidos dirigentes e pior ainda, da fortuna que poderão auferir com eles, os principais mandatários e auxiliares desses partidos.

Com riquezas naturais de um valor incalculável, o Brasil se vê hoje à mercê de nações que se por um lado hoje se apresentam como amigas, podem no futuro, com sua capacidade militar tomar partes de seu território, como temos visto nas guerras do Oriente Médio, onde potências como os Estados Unidos e seus aliados europeus trataram de invadir e dominar pela força militar, nações de vasto potencial petrolífero, para poderem assim manter seu nível de vida e sua indústria, já que seus recursos próprios estão à beira da exaustão. O pretexto para tais invasões foi e continua sendo o do combate ao terror, conceito que como uma névoa, pode ser aplicado a qualquer nação discordante ou mesmo que possua os recursos que as mais fortes necessitem.

Aqui no Brasil tal ataque já começou, tendo como primeiro resultado a aquisição por estrangeiros de imensas jazidas minerais, que deixaram de ser do controle de brasileiros para passarem ao controle de decisões externas, através de privatizações que aos estrangeiros só trouxeram lucros. Isso foi apenas a sequência da atitude de governos passados que demonstraram absoluta e vergonhosa subserviência a diretrizes estrangeiras, como foi o caso de governantes que se esmeraram em mostrar como obedeceram fielmente as ordens de desmantelarem o programa nuclear brasileiro.

Criando uma situação pior ainda, esses governantes passados também aceitaram a imposição de regras absurdas, onde destinaram a uns poucos milhares de indígenas, imensas partes do território nacional, todas qualificadas como reservas, localizadas na região amazônica, fazendo fronteira com regiões de conflitos militares de outros países, coisa perfeitamente utilizável como pretexto no caso de uma decisão externa de intervir em território nacional.

As forças armadas brasileiras tem sido ao longo desses 25 anos desmontadas gradativamente, passando a depender de equipamento estrangeiro já obsoleto, tendo assistido também ao desmantelamento das indústrias nacionais de equipamento bélico, ficando assim dependentes do uso de material estrangeiro, tornando-se incapazes de defenderem sua própria nação em caso de necessidade. As fronteiras de terras, ar e mar constituem hoje para um possível agressor, apenas uma tênue proteção, facilmente ultrapassável no caso de um conflito.
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Pior ainda, apesar de gerarem riquezas sem fim pelo seu próprio tamanho, veem-se o povo e a nação submetidos ao enorme custo da corrupção desenfreada de toda a classe política, que se porta como um grupo de piratas, saqueando tudo na administração pública, vendendo terras a estrangeiros e criando todas as leis que facilitam sua ação e suas fraudes. Educação, saúde e previdência do povo são usados como presas de guerra nessa pirataria.
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Do lado dos que deveriam proteger a Justiça, o povo brasileiro vê estarrecido os casos já costumeiros de magistrados corruptos, que depois de serem flagrados lesando a nação com o uso dos meios judiciais, são julgados pelos seus próprios colegas, que de forma leniente lhes aplicam a pena de aposentadoria, depois de todas as fraudes que tenham praticado. O mais desonroso nisso tudo é que não se nota no meio dos magistrados um vigoroso e decidido protesto contra tal estado de coisas.
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Tal decadência do meio político e do meio judiciário constitue um fator de degradação que piora a cada dia, apesar de triunfante progaganda da imprensa e da classe política querendo mostrar um país novo. Mostram apenas o que a imensa riqueza dessa nação, apesar de mal aproveitada e desviada ainda proporciona de bom aos seus cidadãos. A decadência dos dirigentes públicos que assistimos e com a qual temos sido obrigados a conviver constituem forças de grande valor para o uso de nações estrangeiras que venham a se voltar contra o Brasil. Essa classe corrupta será a primeira aliada de estrangeiros, como efetivamente já o foi no caso do desmantelamento do programa nuclear brasileiro e da entrega de reservas minerais a grupos estrangeiros.
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Quando Castello Branco meditava sobre a situação do Brasil na época em que se sucediam acontecimentos semelhantes, deixava claro a todos que se empenharia em impedir que o destino do Brasil caísse em mãos de estrangeiros. Para isso não via outra alternativa que não o uso da força militar contra um governo que de há muito não representava a nação brasileira, mas tão somente as suas ambições pessoais.
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É o caso da classe política de hoje, como um todo. Em certos momentos da vida de uma nação, suas forças armadas tem que intervir para a reorganização dos sistemas administrativo, político e judicial, que além de representarem os mais legítimos interesses da nação e do seu povo, representem também os mais elevados princípios de atitude política e de valores de justiça.
Hoje não há mais distinção verdadeira entre esquerda e direita, como se fazia usualmente na visão política de qualquer cidadão. Não há mais uma linha que permita distinguir ideologia autêntica de mero acerto de conveniências de momento. A prática política nos dias de hoje se resume apenas em ver o quanto a nação pode render para os cofres de quem ocupa as posições de poder, com os políticos esquecidos de qualquer noção de decência.

É numa situação dessas que devemos, como cidadãos brasileiros, de forma corajosa meditar profundamente sobre a coragem, as atitudes e os valores de um homem como Castello Branco e a revolução que ele conduziu.

sexta-feira, 19 de março de 2010

P29 Renovação

Pela força...

Para o observador atento nada tem sido mais desolador do que olhar de forma cuidadosa o panorama político do Brasil atual. A palavra política aqui tem uma abrangência significativa. Me refiro ao que podemos congregar nessa palavra como um todo para retratar uma nação, ou seja, o executivo, o legislativo, o judiciário, a sociedade como um todo.

E o retrato que emerge desse olhar é uma completa e desoladora ruína moral, que espelha de modo incontestável a situação desses poderes no Brasil. É no meio dessa ruína além de moral, humana, que habitam por assim dizer seus membros. Já acostumados com essa habitação que lembra mais a dos fantasmas dos contos de terror, aos poucos foram se moldando aos locais onde moram.

De forma espantosa, como no romance de Franz Kafka, "A Metamorfose" foram tornando suas mentes e seus hábitos tão parecidos com as ruínas que hoje, ruínas e moradores, fantasmas e pedras espalhadas são indistinguíveis. Em seu romance surrealista, Kafka narra o momento assombroso em que o personagem Gregor Sansa percebe que havia se transformado numa barata.

De forma semelhante, os membros desses três poderes no Brasil de hoje também se transformaram em insetos. Mas por vontade própria. No conto de Kafka, Gregor Sansa, abismado, percebe sua horrível metamorfose, da qual sequer sonhara em seus piores pesadelos e pede socorro para retomar a forma humana. Já os membros dos nossos três poderes voluntariamente foram se deixando levar por essa metamorfose que nada mais é do que se tornarem naturais habitantes da paisagem política criada pela infame constituição de 1988, que é cantada em prosa e verso pelos formas de vida parasitárias que por ela foram criadas e que às custas do Brasil e do sangue do povo brasileiro vivem.

Nada mais natural do que a farsesca "constituição cidadã" ter-se tornado apenas um chão fervilhante de insetos políticos dos mais repugnantes, alguns alçando voos aqui e alí. sendo por assim dizer, seus bem adaptados habitantes, em especial os que se regalam com as maiores alturas nesse meio institucional, que por ora temos que aguentar com extrema náusea. Bem, uma barata voa e crê que seu voo alcança ápices gloriosos para a natureza e no entanto continua sendo uma barata.

Não poderia ser de outra forma. Urdida por uma das mais infelizes e corruptas assembléias constituintes que o Brasil já presenciou, chamada por seus poucos críticos de "assembléia prostituinte" tudo mostra que nesses 22 anos de existência a tão falada "constituição cidadã" pode, em vista de tudo o que tem produzido de insetos políticos, ser de hoje em diante chamada de "prostituição cidadã". Assim ao menos a atividade a que se dedicam seus membros se torna mais específica para comentários e reflexões. Continua porém a repugnância de sua metamorfose, voluntária e desejada para se adequarem a esse meio onde vicejam.

Porém mesmo a natureza como a conhecemos, além da política propriamente dita, tem seus mecanismos de limpeza. Um deles é expresso pelo ditado "Ignea Natura Renovatur Integra" que significa que "Pelo Fogo a Natureza Inteira se Renova". O Brasil de hoje, em que pesem os cantantes meios de imprensa, sempre vendidos ao poder, se assemelha a um imenso galpão onde o cheiro de gasolina é mais do que perceptível. Uma fagulha, dessas que a história dos povos sempre faz surgir e tudo voa pelos ares. E com as chamas desaparecem essas repugnantes formas políticas que hoje infestam esse país.

O certo é que por bem, essas pragas jamais irão embora. Que seja pela força então.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

P27 A vela e o galpão

A chama que muda tudo...
Podendo agora retornar à observação mais atenta da cena política nacional como todos os brasileiros o fazem, vejo cada vez mais claros os sinais históricos de uma mudança traumática na estrutura política sob a qual, como habitantes de uma grande nação, temos sido tão infelizes.

Ao longo desses últimos 24 anos de "democracia e cidadania" como apregoa uma imprensa abjetamente servil a interesses políticos diversos, temos visto a nação submergir na ignorância política, longamente cultivada na forma de uma progressiva alienação social por essa mesma imprensa. E tudo isso é chamado de "liberdade de informação".

Nada poderia ter sido mais útil aos políticos que desde então conseguiram assim aplicar um dos mais bem sucedidos estelionatos políticos já registrados na história política mundial. Não existem membros dessa política que estejam isentos de culpa. Como classe, julgada numa perspectiva histórica, a classe política brasileira é culpada de todos os crimes contra o povo de sua própria nação.

A situação, apesar do verniz de prosperidade pintado pela imprensa, é clara. A nação como um todo se afunda cada vez mais na pobreza, na violência e na ignorância de si mesma, da percepção individual até a percepção de nossa nação como personagem ativa da comunidade mundial nas mudanças que virão.

Assim como uma vela queima até o fim, também segue assim a política atual, que de forma inexorável vai atingir seu término, que virá na forma de uma mudança radical e violenta, apesar das cores alegres que passam sobre a vida nacional.

Assemelha-se a nossa situação à de um imenso galpão onde o cheiro de gasolina no ar é perceptível a todos.

Inevitavelmente virá a fagulhá que levará tudo pelos ares numa grande e verdadeiramente desejada explosão.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

P26 Sobre ruínas e ratos

Um casarão abandonado...

Com as recentes revelações de mais um escândalo político envolvendo o governador do Distrito Federal e seus assessores, que desempenham bem o papel de entrevistados coerentes e bem falantes, coisa que certamente já haviam treinado para o caso de um flagrante, vê-se a que ponto chegou o abandono de toda e qualquer noção de decência política. A casa política brasileira é hoje um casarão dos tempos coloniais, abandonado e em ruínas e onde esses ratos políticos fizeram seus ninhos e engordam roendo os bens da nação.

Honestidade, lealdade e coragem não fazem parte do ideário dos políticos dos dias de hoje no Brasil. Até mesmo a falta de modos e pudor, que até crianças aprendem a ter desde cedo eles abandonaram, tal a vergonha que foram as cenas explícitas de políticos enfiando dinheiro em suas roupas íntimas enquanto sorriam. Um deles, mesmo respondendo a 28 processos diferentes veio a ser nomeado assessor do atual governador do Distrito Federal.

O governador, egresso do escândalo da violação do sigilo dos políticos votantes no famoso caso do painel do congresso em 2001, pouco depois renunciou em lágrimas, dizendo-se arrependido. Continuou assim elegivel, manobra que já havia pensando e que lhe permitiu ascender a mais esse posto, onde tranquilamente continuou a cometer fraudes e a incentivar a corrupção com uma verdadeira quadrilha trabalhando a seu favor.

As tão cantadas soluções institucionais estão aí para quem quiser ver, putrefatas e bem ao gosto do apetite de aves de rapina, para quem quiser servir-se delas. Aliás, é delas que se servem esses políticos para poderem continuar cometendo crimes contra o povo. Foram eles mesmos que redigiram essas leis.

Devem todos se conscientizar de uma coisa. A de que esse casarão político deve ser derrubado e o será necessariamente pela força. Enquanto isso não acontecer, o povo brasileiro continua preso nessa ruína e pior ainda atacado por todo tipo de políticos, que hoje, de vereadores a congressistas se alimentam dos bem públicos.

Existe na história do Brasil um manifesto político escrito pelos tenentes da rebelião militar de 1924. Uma parte dele descreve com precisão o Brasil de hoje e merece ser lido para reflexões e uma tomada de posição:

"O Brasil de hoje está reduzido a verdadeiras satrapias, desconhecendo-se completamente o merecimento dos homens e estabelecendo-se como condição primordial, para acesso às posições de evidência, o servilismo contumaz que, movendo-se pela mola das ambições cada vez mais se generaliza, constituindo fator de degradação social. O povo ficou reduzido a uma verdadeira situação de impotência, asfixiado em sua vontade pela ação compressora dos que detem as posições políticas e administrativas. Dispondo de material bélico moderno, contra o qual os cidadãos inermes nada podem fazem, os dominadores tem-lhe coartado a manifestação da vontade pelas urnas, órgão legítimo pelo qual a soberania popular se exerce nas democracias.".

Nos últimos 25 anos, o tempo tem apresentado a todos os brasileiros, de forma indesmentível, os fatos que podem fazer qualquer um decidir que tudo isso deve ser terminado pela força.


Solução pacífica para nossas contradições políticas e sociais, essa não teremos mais.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

P25 Uma pequena nota

Corações e mentes...
Por esses tempos, por conta da doença da minha mãe mal pude escrever neste espaço. Sofrendo há meses com uma enfermidade que piorava a cada dia, ela ficou sob meus cuidados. Foi uma estrada difícil de trilhar, cheia de pedras e espinhos por onde nunca imaginei passar.

Por conta disso raramente pude voltar aqui para alinhavar alguns textos. Nesse tempo todo aprendi da forma mais dolorosa a ser socorrista, enfermeiro, cuidador e tudo mais que uma pessoa idosa e doente precisa.

Enfim, hoje de tarde ela terminou seu sofrimento fechando os olhos para sempre. Cheguei a visitá-la no hospital para onde a levei ontem e me lembro do seu último olhar, o beijo em sua testa e a despedida. Pensei que ainda voltaria para uma próxima visita, o que me causava grande aflição pois um sofrimento assim tem que ter um fim.

E teve hoje. As dores se foram, ficaram só as lágrimas, poucas, que nesses tempos já derramei muitas. Acima de tudo a sensação de alívio de ver um sofrimento assim terminar começa a refazer a alma.

É madrugada, volto para casa para me alimentar um pouco e me refazer e depois desse breve retorno, saio para estar do lado do seu corpo.
Estou tão cansado. Mas essa estrada de lágrimas ficou para trás. Outras virão, mas são coisas da vida.

Mas antes de ser totalmente tomado por esse cansaço, me relembro das denúncias de hospitais abandonados, medicações e ambulâncias superfaturadas, verdadeiras orgias feitas com o dinheiro público destinado a socorrer os que, doentes e aflitos, procuram uma casa de saúde buscando a cura e alívio para seus males.

E por conta disso encontram alí mais doença, mais dor, mais desespero, enquanto políticos criminosos, verdadeiros assassinos do povo, esses sim, torturadores que contam com as graças de alianças políticas de antigos anistiados e pretensos "coitadinhos perseguidos" que nadam em gordas indenizações às custas desse mesmo povo assassinado, esquerdistas que foram um dia guerrilheiros de aluguel e que hoje mergulhados na corrupção, não veem mal algum em atirarem nas costas do povo que um dia disseram defender. E atiram favorecendo a corrupção, negociatas e conchavos com os pretensos inimigos de ontem, hoje amigos de negócios.

Lembro da dor e do sofrimento da minha mãe, que presenciei ao longo desses meses, penso nos milhares de homens, mulheres e crianças desse nosso país, sofrendo horrivelmente com a corrupçãos desses verdadeiros bandidos e chego à conclusão de que eles só tem um tipo de justiça pela frente.

A do paredão de fuzilamento. Sem pena, sem piedade, sem arrependimento, contra esses corruptos.
Que seja feita justiça a favor do povo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

P24 As coisas da política

Coisas inevitáveis...

Após um longo tempo sem poder estar aqui, pude enfim escrever algumas linhas, irmãs de outras que coloquei no outro espaço que mantenho, http://cartasnodia.blogspot.com/

Por certo que a política tem dado motivos e acontecimentos para meditações sobre as coisas que vemos no dia a dia. Das mais tristes e lamentáveis, apesar do cenário alegre que nossa imprensa, eternamente vendida passa aos cidadãos.

Mais que isso, sobre as coisas que são feitas por ditos representantes do povo e em seu nome, na essência idênticas ao que se fazia aos presos de campos de concentração, em nome de algum ideal, como assim diziam. O que observamos na vida da nação é tudo muito dolorido.

Essas coisas todas e mais o pensamento que algumas leituras e filmes nos trazem, vou colocar aqui em breve.

E apesar de manter o endereço do meu antigo bilogue (desculpem, mas aportuguesei a palavra ) devo dizer aos que tentarem acessá-lo que encontrarão apenas textos sem formatação, mas ainda legíveis, não sei por quanto tempo.

Acontece que há coisa de uns dois meses perdi o acesso a ele. Mais certamente falando pelo que pude constatar, meu acesso foi retirado. Depois de várias tentativas de acesso e recuperação, nada mais pude fazer. Aquele espaço foi meu aprendizado na exposição de idéias. Pelo teor de certos textos, acho que é possível imaginar que meu acesso foi mesmo retirado. Estarei enganado? Talvez. Mas navegar por todas as opções do mesmo nome eu consigo, acessar o antigo bilogue, de forma alguma é possível. Mas mesmo assim, por enquanto ainda vou mantê-lo registrado aqui: http://vellker.blog.terra.com.br/

Enquanto isso a política vai nos mostrando as coisas que fazem em nome dela e algumas situações que com certeza não gostaríamos de ver, menos ainda de estarmos no meio delas. Como cidadãos estamos, de forma irremediável.

Neste espaço defendo idéias, que se por um lado parecem atrasadas, por outro, constata o cidadão comum, do habitante das grandes metrópoles até o morador de habitações na Amazônia que uma solução se impõe de forma tentadora para tais males que por hoje sofremos, em especial o da corrupção desenfreada: a da forma autoritária, nos moldes do Estado Novo do sim, muito conhecido dos que apreciam política, Getúlio Vargas.

Há duas formas de que isso venha a ocorrer. Uma é através da coerção coletiva, que ocorre quando populações regidas por constituições como a americana, em certos momentos críticos da vida nacional podem fazer isso pela força das armas que mantém em suas casas.

Para quem está em dúvida, a 2a. emenda da constituição americana promulgada em 1789 declara que "Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser impedido."

E porque não temos isso no Brasil? Porque depois de uma bem sucedida traição dos que se dizem representantes do povo e de sua maior cúmplíce, a imprensa, foi passada ao povo brasileiro a idéia de que entregar suas armas era a coisa mais certa a fazer. Com o clima político propício, grandes latifundiários e bandidos das mais diversas classes, políticos nas horas de folga, promulgaram uma lei que restringe a posse e porte de armas de forma só conhecidas em regimes totalitários como o da extinta União Soviética, se bem que o desarmamento foi pensado para um uso futuro pela classe política contra o povo. Por ora os bandidos desfrutam dele frente a uma população indefesa.

Ou seja, por sua própria ingenuidade e envolvido numa campanha de imprensa sem precedentes, movida por jornalistas tão vendidos quantos seus patrões políticos, conseguiram retirar do povo essa capacidade.

A tradicional ingenuidade política do povo brasileiro foi transformada na mais triste situação de ignorância política, coisa ainda pior, pelos mesmos governantes que posavam de "defensores da democracia" e nada mais eram do que um bando que ficou de fora da, digamos assim, mesa política. Logo quando assumiram o poder com sua pretensa decência, trataram de desmantelar a estrutura educacional para transformar o cidadão apenas num alienado político e aceitável contador de números, que era o necessário para que votassem.

Para se ter uma idéia, em 1937, em pleno Estado Novo, a legislação de posse e porte de armas sancionada pelo próprio Getúlio Vargas era liberal e permitia ao cidadão uma grande facilidade para a posse e porte de armas. Como velho gaúcho, acostumado a ter uma arma para sua defesa, Getúlio deixou uma brecha para que o povo pudesse se defender em seu dia a dia e em caso de necessidade, até mesmo o regime, na situação que previa um tanto arriscada pois afinal a 2a. Guerra Mundial estava a à vista. No democrático Brasil de hoje, só bandidos e o governo podem ter armas como quiserem, se bem que a distinção entre os dois se torna a cada dia mais difícil.

A possibilidade que resta é a da coerção maciça, quando setores majoritários das Forças Armadas se rebelam contra uma classe política cada vez mais corrupta e nociva à nação. Mas aí a classe política é vista como totalmente desmoralizada em todos os seus níveis, desde o federal até o municipal. Assim como ela é nos dias de hoje. Passa a ser inevitável o que aconteceu em 1937, quando Getúlio Vargas deu o golpe de estado, retirando o poder dos dirigentes políticos da época, em sua totalidade latifundiários.

Como sempre nesse caso, é a força de uma idéia e a aceitação pelas Forças Armadas de que a mudança pela força de uma situação intolerável é a que leva a esse desfecho. Esse é o único caminho de que dispõe a nação brasileira hoje, se quiser salvar seu futuro. Porém só com a determinação de uma idéia motivadora e ao mesmo tempo inovadora poderá fazer isso acontecer.

Em todo esse texto, entende-se coerção como a deposição de um regime e classe política das mais corruptas e entreguistas, sempre vendidos a estrangeiros, coisa que por esses tempos o povo brasileiro é obrigado a suportar, exatamente pela sua incapacidade em se defender.

Mas o breve surgimento dessa idéia, a mobilização ainda futura das Forças Armadas, isso é uma coisa inevitável, ainda bem.

Dirão um dia os historiadores, coisas da política.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

P23 O zoológico e o congresso

Animais do zoológico e políticos do congresso...
Por um bom tempo sem poder comentar o que acontece por esses tempos, foi com profunda tristeza que fui vendo, como todos, o verdadeiro zoológico em que se tornou o que se chama de congresso nacional ( é em letra minúscula mesmo ). No que chamamos de zoológico, expostos aos olhares dos ditos seres humanos que se consideram pensantes e capazes de decisões racionais, estão aqueles seres menos dotados dessa racionalidade e que por tal razão tornaram-se presas dos ditos racionais para suas visitas e aprendizado sobre a vida dita animal e irracional.

Que me perdoem os animais, já que em sua grande desdita com a perda da liberdade primitiva, são expostos por vezes ao ridículo das gozações e maltratos de alguns dos ditos humanos. Afora os motivos para se sentirem humilhados, apareço eu agora comparando-os aos políticos do congresso nacional. Peço o perdão deles. É apenas uma analogia estabelecida pelo entendimento das coisas.

Temos visto ao longo desses meses cenas indescritíveis nesse zoológico que também por um paradoxal entendimento é chamado de congresso nacional.


No zoológico propriamente dito, os animais em sua primitiva conduta nada vêem de errado em estarem nús ou deitarem na lama, como aprenderam com seus, digamos assim, educadores. E de fato, se de uma forma mágica fossem subitamente dotados do mesmo intelecto que o nosso e da mesma eloqüência para discursos, defenderiam de forma incontestável seu direito de assim se portarem nas atuais condições, calando até o mais sábio filósofo dos humanos.

Já o contrário ocorre nos corredores do congresso nacional, onde de forma alguma, mesmo dotados de todas as habilidades do chamado pensamento racional e treinados na eloqüência dos discursos, jamais poderiam esses políticos defenderem as vilanias e crimes que cometem contra nossa nação e contra o povo brasileiro.

Acusações contra desafetos que depois aparecem em revide com as mesmas e comprovadas acusações contra os denunciantes de ontem, troca de insultos, troca de favores, corrupção sem freios, salas de senadores transformadas em alcovas capazes de tornarem redimidos autênticos prostíbulos e venda das riquezas da nação a países estrangeiros, esse tem sido o cenário já secular do que é chamado por aqui de congresso nacional. Ao menos, mesmo no zoológico os animais defendem o que julgam ser seu território.


Fica a triste, porém auspiciosa constatação de que como eu disse, se fossem os animais subitamente dotados de intelecto e eloqüência, poderiam com toda certeza defenderem seu modo vida e seu comportamento considerado animal.


Triste porque nos vemos como cidadãos, por ora presas de verdadeiros animais políticos, com atos e meios de vida repugnantes, que dirigem a nação como se estivessem num zoológico moralmente nús e politicamente sempre deitados na lama.


Auspiciosa porque podemos constatar que até mesmo os animais depois de sua inflamada defesa sobre suas atuais condições de vida, imediatamente passariam a se portar de forma a merecerem o intelecto e a eloqüência subitamente adquiridos, aparecendo e se portando frente aos humanos de forma irretocável.


Se o reino animal nos dá essa esperança, sem dúvida que um dia a veremos realizada, mesmo que a ferro e fogo, já que racionalidade e moralidade para alguns humanos de nada valem.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

P22 Casa da traição

Não é uma casa da nação, é um esconderijo...

Já se arrastam por mais de um mês os problemas e denúncias do que aconteceu na casa chamada de congresso nacional ( é em letra minúscula mesmo ) onde o senador José Sarney reaparece tranqüilo depois dos acertos com os principais poderes da república, em especial com o presidente Lula e os principais "bispos" do PT e do PMDB, todos unidos na busca de manter como sempre inalteradas as mais atrasadas estruturas políticas do Brasil desde que isso resulte em lucro pessoal e político para seus partidos e para os próprios acertantes do acordo do "salvem-se todos e esqueçam-se os crimes".

Criado para defender os interesses do povo e acima de tudo, com leis justas e atos de coragem até mesmo a integridade territorial de uma nação, a definição de congresso nacional perdeu completamente seu significado no Brasil dos dias de hoje, onde um grupo de pseudos senadores, que estariam mais bem descritos como jogadores de um cassino clandestino, jogam todas as cartas em favor do que se pode chamar de crimes econômicos, a saber, os crimes que resultam em ganhos financeiros propriamente ditos para eles e seus apaniguados e crimes políticos, esses traição pura e simples da nação brasileira.
Parece certo lembrar que como um país de imensa grandeza territorial e com recursos minerais ainda em boa parte inexplorados, pouco a pouco o Brasil, por maquinações e acertos dos seus dirigentes políticos, vai sendo lentamente cercado por uma conjunção de fatos políticos e físicos, que instiga a insolência de qualquer poder estrangeiro.

Enquanto o esconderijo que chamam de congresso nacional redige leis e aceita acordos internacionais que rebaixam sempre o Brasil frente a poderes estrangeiros, essa imensa reserva de recursos minerais, mais do que necessária, vital aos países ditos centrais como Estados Unidos e Europa, vai sendo a partir desses dias observada com a presença física de tropas estrangeiras.

Em movimentação ainda pouco explanada pelos analistas mais afeitos a estudos militares, o exército americano começa a executar mais uma das etapas de ocupação da Amazônia com a instalação de 7 bases militares em território colombiano, a pretexto de combater o narco-tráfico, coisa que poderia muito bem ser feita apenas por agrupamento de policiais do DEA, a agência anti-drogas americana em colaboração com grupamentos policiais colobianos.

O que interessa agora é a definitiva presença ostensiva de unidades militares americanas para a tarefa de assentamento de bases definitivas, cooptação direta de militares colombianos, infiltração de agentes de inteligência americana como civis na região amazônica e a coleta contínua de informações sobre a situação política, social e militar da região como um todo. Tudo é claro, disfarçado de "combate ao narco-tráfico".
O que parece normal aos dóceis repórteres brasileiros, que nada estranham nem nada comentam de forma incisiva com denúncias que sejam contundentes dessa movimentação, iniciada em meados da década de 90 com a presença das primeiras unidades avançadas do exército americano em território paraguaio nas chamadas "missões de treinamento".

Só com um poder político solapado por uma corrupção generalizada tal movimentação teria sido possível. Um congresso como o brasileiro, chafurdando em denúncias é um poder dos mais indicados para ajudar nessa traição. E para completar a tarefa, aumenta em milhares de vagas o quadro legislativo de vereadores, que por sua vez tornam-se coletores de fundos para seus superiores imediatos ou seja, as assembléias estaduais, que fazem o mesmo serviço para esse congresso. Esses três poderes em nada diferem de certos animais que afeitos à lama, nela vivem enfiados.

Pior ainda que existem comentaristas de jornais chamados de "prestigiosos", que é claro, com suas verbas publicitárias e equipamentos provenientes de grandes empresas estrangeiras, consideram normal a presença de tropas americanas na região. Com o agradecimento delas sem dúvida.

Lembrando das lições da História, em 1967 esses mesmos "prestigiosos jornais" consideravam o apocalipse em pessoa a presença de Che Guevara nessa mesma região, quando ele se embrenhou nas matas bolivianas para comandar o que seria o princípio de uma insurreição geral da América Latina.

Guevara terminou preso e executado para alegria dos comentaristas da época. Deixando o viés ideológico de lado, a simples presença de um só comandante esquerdista na época era o acontecimento mais terrível que poderia se desenrolar por aqui. Obedientes aos seus patrões, leia-se verbas publicitárias de empresas americanas, todos os comentaristas eram unânimes em sua condenação.

Passados 42 anos, os filhos intelectuais e de sangue desses mesmos comentaristas continuam com o pensamento de sempre ou seja, servilismo e obediência incondicionais a seus patrões estrangeiros, ainda mais que agora os estrangeiros, entre magnatas do ramo e operadoras de telefonia estrangeiras são mesmo donos de fato da maior parte do controle acionário dos "prestigiosos jornais brasileiros".

Che Guevara, por mais utópico e errado que estivesse em sua solitária cruzada, foi corajoso e digno até o fim, preferindo a morte à rendição.
Hoje o que vemos no partido que um dia se propôs a fazer mudanças de impacto, é a aliança firme a certa com tudo o que temos no Brasil que em termos políticos signifique traição e oportunismo em nome do lucro pessoal e prestígio para partidos políticos, hoje transformados em cassinos onde se joga o destino da nação.

Restou como registro histórico nas imagens feitas pelos fotógrafos, a bandeira vermelha que se um dia levantou-se como símbolo de mudança, hoje aparece abaixada como símbolo de adesismo e traição. Pior ainda, caída sobre a mesma lama onde chafurdam esses poderes políticos.
Discordâncias à parte, a memória de Che Guevara não poderia ter tido homenagem melhor do que essa. Ainda que equivocado, vê-se hoje que ele foi um verdadeiro combatente pela sua causa.

Esse sim manteve-se em pé até o fim, diferente dos que hoje, com sua imagem na camiseta, rastejam na lama por vontade própria.